
Família. Calor. Risos. O cheiro da comida. Os Domingos de pijama, festas de cócegas e beijos entrelaçados entre os lençóis. O Mundo lá fora, num rumor lento, que pode esperar.
Um dia disse-te que eras isto para mim. Tudo isto. Disse-te que te sonhava em chinelos e de barba a arranhar-me a boca, na urgência do beijo.
Hoje, que te perdi sem nunca te ter realmente tido, que me morreste sem nunca comigo teres vivido, que me foges simplesmente para não ceder à minha pertença (porque o desejo de ceder te consome, sem o saberes, sem o quereres...), olho-te na distância de uma mesa de café e continuo, sem querer, sem poder evitar, a ver nos teus olhos o que, logo de início, de chofre, sem me preparar, me mostraste.
Casa. Aconchego. Família. Lar.
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