30 maio, 2009

...let me go, little man


Saudade, de vez em quando. É este o nome que dás à minha ausência.

E eu queria ser um barco de velas ao vento para que, com o sal do mar a bater-me no casco de madeira (velho, gasto mas ainda vibrante), me transportasse para longe de ti.

Não me digas que me queres bem. O teu querer não me serve, sempre foi vestido de chita curto, apertado, tamanho de criança em corpo de mulher. Serve-te a ti, com essa alma que julgas crescida e sofrida, mas que não é mais que um embrião do homem que te adivinho.

Não entendes tu porque me afasto? Agarra-te a mim o teu egoísmo? Deixa-me ir, vá.... Quero outra margem onde prender esta âncora que me pesa no peito...

2 comentários:

entrelinhas disse...

lindo, lindo, LINDO.

sem palavras :)

beijo,
sara

Luz disse...

olá, sara... ;) obrigado