
Começa-se a acreditar, devagarinho.
Como uma ave a ensaiar um primeiro e tímido vôo, à beira do ninho, tremendo de medo da imensidão do mundo em seu redor.
Mesmo que o coração, já antes enganado do mesmo engano, tenha erguido alto as estacas que o protegem, mesmo assim, o desejo encontra maneira de entrar livre, desfeito em vento, por entre as grades. Insinuante, começa a inebriar.
E começa-se a acreditar.
E a ideia começa a ganhar forma, e cor, e carinho no nosso peito, e já se dá por nós a embalar a esperança de noite na almofada, meio que às escondidas da nossa razão.
Mas depois chegam os dedos frios da desilusão, apertando a garganta.
E da alma faz-se bola, porque não se pode mostrar.
Não foi nada, não foi nada.
Tudo passa, tudo voa.
Tudo voa.
6 comentários:
É melhor arriscar e cair, do que ficar toda a vida sem saber que podemos voar.
tudo aterra...
tudo voa...tudo...até o que tem o peso de mil anos
E o q é a desilusão pra nos assustar?!
Voar, acreditar...
Somos capazes...
Somos feitos de luz é só permitir.
Até mais!
Poucas são as aves que falham, quando acreditam no poder das suas asas :)
Aliás, a vida só é vivida a sério se tentarmos voar, não é? ;)
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